quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Rio de Janeiro terá que diminuir as emissões em 20% até 2020

A deputada verde Aspásia Camargo apresentou hoje projeto-de-lei na Assembleia Legislativa estabelecendo metas para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa em todo o estado do Rio de Janeiro. A meta é reduzir em 20% as emissões até 2020.
Há cinco anos vigora no estado  a lei 'Política Estadual sobre mudança Global do Clima e Desenvolvimento para o Estado do Rio de Janeiro', de autoria de André Correa e Marcelo Simão. O inventário das emissões de GEE é de 2005.
O estado emitiu, naquele ano, 56,9 milhões de toneladas de CO2, 333 mil toneladas de CH4 (gás metano), e 5,7 milhões de toneladas de N2O (óxido nitroso). O CO2 responde a 87% do total das emissões, valor equivalente ao do resto do mundo. A emissão per capita é de 4,4 toneladas por ano, em média.
Assinado pelo Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, da COPPE-UFRJ, o inventário concluiu que a indústria fluminense é responsável por 20% das emissões do estado. É uma produção industrial de 12,2 milhões de toneladas de CO2 anuais. 

Atrás da indústria, vem o processo e uso de produtos pela indústria, que responde por 18% da poluição, com emissões totais de 11,4 milhões de toneladas de CO2 ao ano. O terceiro no ranking é o setor de  transporte rodoviário, que responde por 15% das emissões. O setor produz anualmente 9,2 milhões de toneladas de gases estufa todo ano. A construção civil residencial e comercial aparece na seqüência, com 10% da fatia, e com 6,4 milhões de toneladas de carbono na atmosfera.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

São Paulo Será a capital da computação Gráfica

A cidade de São Paulo receberá os principais nomes da computação gráfica no mundo em um evento que promete ser pioneiro. Trata-se do The Union, primeiro encontro internacional da computação gráfica da América Latina que ocorrerá no WTC no dia 15 de março. Estão confirmadas as presenças de nomes como Neil Huxley, diretor de arte de Avatar; Neville Page, designer chefe de personagens e criaturas em Avatar e Star Trek; Jonah Austin, animador de Tron: O Legado, além de Jonathan Berube e Fausto De Martini, artistas de games como StarCraft II e Blizzard. Eles concederão uma série de palestras e certamente trocarão experiências com estudantes da área de cinema, games, publicidade e animação.
 O propósito do evento é mostrar a influência que a computação gráfica vem exercendo na indústria do entretenimento em geral. Nas 12 horas em que o evento ocorrerá, os participantes poderão conhecer os principais trabalhos dos artistas convidados, além de acompanhar demonstrações das técnicas utilizadas nas produções. Haverão também debates que vão abordar as tendências de computação gráfica na indústria de entretenimento. Todas essas grandes


Após enxurrada, água, lama e ar de Friburgo estão contaminados


Nível de coliformes fecais na água está 85 vezes acima do permitido. Na lama, a situação é pior: 115 vezes mais do que o tolerado.

Após deslizamentos, bactérias e fungos presentes na água, na lama e até no ar ameaçam a população. Doze dias depois da tragédia, a população da Região Serrana do Rio ainda corre riscos? O Fantástico foi a Nova Friburgo testar o nível de contaminação da água, da lama e do ar na cidade arrasada pela enxurrada.

Quando o sol finalmente chegou, veio a poeira. Garis varrem, mas no esforço para tirar tanta sujeira do chão, a sujeira sobe para o ar. Na cidade esfacelada, poças de água, lama, esgoto correndo solto.

Os sobreviventes da tragédia ainda não estão fora de perigo. Há muitas doenças que ainda podem atingir as pessoas nessa zona de destruição.

A pedido do Fantástico, um especialista vai testar o ambiente em Nova Friburgo. Primeiro, uma amostra da água do Rio Bengalas, que corta a cidade.

“Nós estamos coletando porque nós queremos saber qual o grau de contaminação deste rio. Ele está visivelmente fora dos padrões. Toda essa cheia aconteceu nesse rio”, diz Gandhi Giordano, engenheiro sanitarista da Uerj.

Também coletamos amostras da lama. Da poeira, que é a lama seca. E da água fornecida pela rede de abastecimento da cidade. As análises foram feitas num laboratório creditado pelo Inmetro.

“Na água do rio, nós analisamos Escherichia coli, que é uma bactéria que é presente no intestino de pessoas, ou seja, um coliforme fecal. O limite dela permitido é de 800 unidades por 100 mililitros, que é um copo pequeno de água, então são 800. Lá tinha 68 mil; 85 vezes maior que o limite”, alerta o professor Gandhi.

Na lama, ainda pior: 92 mil coliformes fecais a cada 100 mililitros: 115 vezes mais coliformes fecais do que o tolerado.

A contaminação na semana da tragédia era ainda mais alta. A correnteza já diluiu boa parte da sujeira.

“Aquele pessoal que teve contato inicial com essa enchente, teve contato com coisa bem pior do que essa que nós analisamos. Na verdade, os primeiros dias são mais perigosos ainda”, diz o sanitarista.

No ar foram encontradas mais de 2 mil bactérias por metro cúbico. Treze vezes o pior resultado já encontrado por um laboratório na cidade do Rio de Janeiro. O ar está também cheio de fungos, 15 vezes mais que a pior medição.

Uma pessoa respira dois metros cúbicos de ar por hora. Os moradores de Nova Friburgo, então, estão respirando cerca de 4 mil bactérias e 4 mil fungos por hora.

“Esta poeira contaminada com fungos aumenta o risco de alergias respiratórias pras pessoas que tem essa sensibilidade. Também podem provocar conjuntivite, rinite e sinusite”, alerta Esper Kallás, infectologista da USP.


Quanto mais gente vivendo e dormindo no mesmo ambiente, mais facilmente um vírus ou bactéria pode se espalhar.

“Essa é uma situação emergencial. E ela tem que ser o mais provisória possível porque embora tenha ajudado muito essas pessoas, com o passar do tempo a aglomeração, nessas condições de habitação que são muito precárias, começam a facilitar a